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Sunday, April 29, 2012

Pequeno Guia da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, Comunicação de Saída Definitiva do País e Declaração de Saída Definitiva do País e Outras Cositas Mas

Saí do Brasil em 2011 e tinha muitas dúvidas sobre como iria fazer minha Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) em 2012 estando no Canadá. Ví inúmeros posts sobre o assunto mas todos eles  superficiais ou incompletos. Compartilho aqui a minha experiência e o que passei para caracterizar a minha saída definitiva do Brasil. Use as informações abaixo como referência mas lembre-se que as regras podem mudar a qualquer momento e a situação de cada um pode fazer com que determinadas regras sejam aplicáveis ou não.

1) Quem sai do país definitivamente, deve ter em mente cinco coisas:
  • Comunicação de Saída Definitiva do País (CSDP) para a Receita Federal
    • Caracteriza a data efetiva de saída do país.
    • Rendimentos recebidos antes dessa data devem ser declarados na Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP) para cálculo de imposto devido a pagar ou restituição
    • Rendimentos recebidos após essa data devem ter os impostos pagos através de DARF Simples e código de receita específico de não-residente
  • Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP) para a Receita Federal
    • É a última Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física que o imigrante deve fazer no ano subsequente à saída do país
    • Depois disso, não se deve fazer mais declarações anuais
  • Carta de Saída Definitiva do País para instituições que recolhem imposto na fonte
    • Se voce espera um rendimento onde o imposto será recolhido na fonte depois da data da saída definitiva do país, envie essa carta para a instituição pagadora com a data onde foi caracterizada a saída do país. Explico mais abaixo a importância disso.
    • Um exemplo onde a carta se aplica. Vamos supor que voce deixou um plano de previdência no Brasil. Essa instituição deve receber essa carta para que no momento do saque, a alíquota e código de receita de não-residente possa ser aplicado ao pagamento do imposto devido.
    • [EDITADO 3/Agosto/2015 Vide item 7, conta CDE para outros tipos de rendimentos e aplicações]
  • Procuração pública para que alguém possa te representar perante a Receita Federal (e outras entidades)
    • A procuração deve ser pública e de plenos poderes
    • A procuração deve ser em seu nome e da esposa, para quem é casado em comunhão de bens
    • O cartório possui os textos apropriados para inclusão na procuração
    • A mesma procuração pode ser não só para a Receita Federal mas também para bancos (para movimentação de contas), registros de imóveis (para venda de imóveis), etc.
    • Economiza-se tempo de ter que ir pessoalmente a um consulado no exterior para fazer a tal procuração
    • [EDITADO 8/Dezembro/2015 Segue link para post com modelo da procuração.]
  • e-CPF para acesso ao e-CAC no site da Receita Federal:
    • Com o e-CPF voce tem acesso às declarações antigas, pode consultar pendências fiscais, etc.
    • Como o acesso é seguro, voce tem acesso a mais serviços e informações do que normalmente teria
    • O e-CPF deve ser adquirido em entidades certificadoras no Brasil. [EDITADO 18/Feb/2014] Creio que a renovação possa ser feita remotamente. A renovação do eCPF pode ser feita remotamente apenas uma vez. Depois disso voce tem que comprar um outro e a validação é presencial.
    • Novamente, o e-CPF economiza tempo e dinheiro (e dores de cabeça)

2) Minha situação em 2011:
  • Fiz o landing no Canadá em Jan/2011.
  • Recebi salário no Brasil entre Jan/2011 até Mar/2011
  • Viajei definitivamente para o Canadá em Abr/2011
  • Em Abr/2011, meus bens no Brasil eram:
    • Um apartamento alugado (quitado)
    • Algum dinheiro em uma conta no HSBC
    • Plano de previdência privada de um antigo empregador

3) Providências tomadas:
  • Enviei a Carta de Saída Definitiva aos bancos e entidade de previdência privada [Editado 3/Agosto/2015 Vide item 7, conta CDE para outros tipos de rendimentos e aplicações]
  • Consegui o e-CPF para mim e para minha esposa
  • Eu e minha esposa fizemos a procuração de plenos poderes para pessoas de confiança no Brasil
  • Comunicação de Saída Definitiva do País (CSDP)
    • Deve ser entregue até o último dia útil do mês de Abril do ano-calendário subsequente ao da saída definitiva ou da caracterização da condição de não-residente
    • Pela regra acima, saí em 2011, portanto o último dia da entrega da CSDP seria 30/Abril/2012
    • Caracterizei a data de saída em Abr/2011, o dia que viajei para o Canadá
    • A minha esposa (ou quem na família tem CPF) também fez parte da CSDP
    • Deve-se apontar um procurador no Brasil perante a Receita Federal
    • A partir da data da caracterização da saída do país, qualquer rendimento deve ter os seus impostos pagos através de DARF Simples e código de receita específico de não-residente. [EDITADO 3/Agosto/2015 Vide item 7, conta CDE para outros tipos de rendimentos e aplicações]
  • Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP)
    • Segue o mesmo modelo da DIRPF, com algumas diferenças tais como endereço no exterior, nome do procurador, data da saída declarada na CSDP, datas e CPF de saída dos dependentes. O restante da declaração e as alíquotas são idênticas a da DIRPF
    • Deve-se entregar a DSDP até o último dia útil do mês de Abril do ano-calendário subsequente ao da saída definitiva ou da caracterização da condição de não-residente, ou seja, deve-se observar o mesmo calendário da DIRPF
    • Será a última declaração de Imposto de Renda que voce irá entregar
    • Deve cobrir os rendimentos recebidos no país até a data da CSDP
    • Demonstrativos de renda:
      • Tive que conseguir o demonstrativo de rendimentos do meu empregador referentes aos salários de 2011
      • Já tinha em mãos os valores referentes à recisão empregatícia
      • Baixei o demonstrativo de rendimentos do HSBC diretamente no site.
      • Fechei uma conta no Itaú em 2011 antes de vir. Esse demonstrativo eu não consegui do site pois não tinha mais acesso e não pedi no banco.
    • Transmite-se a DSDP igual a DIRPF guardando-se o recibo da mesma forma

4) Imposto devido sobre rendimentos, após a data da saída definitiva (aluguel, por exemplo)[EDITADO em 18/Feb/2014] Calculei o valor do imposto a pagar via programa Carnê-Leão do site da Receita Federal O valor as ser pago no DARF é 15% flat. Mais infos no link e na seção de comentários.
  • Fiz os pagamentos dos impostos no mês subsequente ao recebimento do aluguel via DARF Simples
  • É importante colocar o Código de Receita correto. Existem códigos específicos para não-residentes, como já disse acima. Seguem alguns exemplos abaixo:
    • 9478 - ALUGUEL E ARRENDAMENTO - RESIDENTES NO EXTERIOR
    • 0422 - ROYALTIES E ASSISTÊNCIA TÉCNICA - RESIDENTES EXTERIOR
    • 9453 - JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO - RESIDENTES NO EXTERIOR
    • 0481 - JUROS E COMISSÕES EM GERAL - RESIDENTES NO EXTERIOR
    • 9412 - FRETES INTERNACIONAIS - RESIDENTES NO EXTERIOR
  • O meu problema foi que estava pagando os DARFs usando o código de receita 0190 - Carnê-Leão, quando deveria estar utilizando o código 9478.
  • Ao utilizar o código 0190 nos DARFs após a data de saída definitiva, para a Receita Federal isso significa que eu 'voltei para o Brasil', sendo portanto passível de entrega de DIRPF em 2012-2013 (Nooooooooooooo!!!!)
  • Tive que fazer a Retificação de DARF (REDARF) para corrigir o código da receita em todos os DARFs onde utilizei o código 0190 para o código 9478. Tive que preencher os formulários e pedir para o meu procurador ir até um posto de atendimento da Receita Federal.
  • Como entreguei a Carta de Saída Definitiva para a instituição de previdência, caso venha a sacar o dinheiro, eles devem fazer o recolhimento de imposto na fonte utilizando um código específico de não-residente, caso contrário 'volto para o Brasil' e tenho que entregar DIRPF no ano subsequente. [EDITADO 3/Agosto/2015 Vide item 7, conta CDE para outros tipos de rendimentos e aplicações]
[EDITADO 04/Maio/2013]
5) E o meu CPF? Ele será cancelado?
  • O CPF não é cancelado após a entrega da CSDP e DSDP
  • Ele fica apenas registrado como não-residente na base de dados da Receita Federal
[EDITADO 03/Agosto/2015]
6) Informações sobre Conta CDE (Conta de Domiciliado no Exterior)
  • Quando a DSD é entregue à RFB, em tese (ênfase na palavra tese), o contribuinte deve informar/formalizar a condição de não residente aos bancos onde  tem conta. E a conta então deve, em tese, ser transformada em conta CDE com várias restrições, a seguir:
  • Seguem algumas das características/restrições da conta CDE passadas pela minha gerente no HSBC:
    • Não poderá apresentar saldo devedor
    • É vedada a concessão de qualquer linha de crédito
    • É vedada a concessão de cartões de crédito
    • Cheques não serão disponibilizados
    • É vedada através da CDE: (i) applicações em Bolsa, Tesouro Direto, fundos de investimento, LCI e LCAs (ii) negociação de ativos financeiroe e valores mobiliários
    • A partir do dia 30/Março/15, poderão ser realizadas somente CDB e depósitos em poupança
    • Clientes que até o dia 30/Março/15 que possuiam investimentos diferentes de CDB e poupança, poderão mantê-los mas estarão bloqueados para novos aportes e re-investimentos. O cliente a seu exclusivo critério poderá optar pelo resgate e investimento em CDB ou poupança, ou aguardar o vencimento regular de tal investimento.
    • Previdência privada PGBL e VGBL estão fora do escopo e são produtos permitidos para contas CDE
    • Todas as transferências de recursos são formalizadas através de contratos de câmbio.
    • É obrigatória a constituição de um procurador, caso o titular da conta encontre-se no exterior
  • Recentemente eu vendi o meu imóvel no Brasil e tive que enviar a minha DSD para a mesa de câmbio para efetuar a transferência dos fundos para o Canadá. Foi nesse momento que fui informado que a minha conta deve ser transformada para CDE antes da efetivação do contrato de câmbio.
  • Antes que alguém pergunte, algumas informações acerca do imposto devido sobre ganho de capital para não-residente no Brasil:
    • Cálculo do imposto: 
      • 15% sobre o ganho de capital (valor de venda menos valor na escritura atual) para países onde existe acordo de tributação vigente
      • 25% sobre o ganho de capital para países onde não existe acordo de tributação vigente
    • Os fatores de redução do valor do ganho de capital, FR1 e FR2, não são aplicáveis para quem é residente no exterior (faça dois DARFs via programa GCAP, um com o endereço no Brasil e outro no exterior para comparar)
    • O imposto devido deve ser retido pelo adquirente do imóvel e pago via DARF imediatamente após a compra (e não ao final do mês seguinte à venda por quem vendeu o imóvel, como comumente é feito) sob o código 0473
  • Eu vinha utilizando minha conta Premier normalmente até então, principalmente a função de Global Transfer, que é muito conveniente para transferir pequenos valores (aluguel, etc.). Isso porque o HSBC não havia sido 'formalmente' notificado da minha situação de não-residente.
  • A partir de agora, qualquer transferência deverá ser feita através de contrato de câmbio.
  • Com a questão do fechamento do HSBC no Brasil, eu creio que essa questão do Global Transfer acaba por ser irrelevante a partir de agora.
  • Não sei se a função de internet banking também é limitada ou não, vou fazer um novo post sobre o assunto em breve assim que a minha conta for convertida para CDE
  • Em função dessa questão da conta CDE e o fechamento do HSBC no Brasil, eu devo montar um outro post com quais providências o novo imigrante deve tomar, antes de sair do Brasil.
[EDITADO 03/Agosto/2015]
7) Mais informações....

Não tenho a pretensão de ser uma autoridade nesse assunto. Quero apenas ajudar o leitor a situar-se sobre as complexidades e detalhes envolvidos dentro do contexto da minha experiência pessoal. Os comentários postados nesse post (mais de 100 em Jul/15) darão outras interpretações sobre o assunto (entregar a DSD ao banco ou não, etc). Vale a pena consultar.

Bem, essa foi a minha saga junto à Receita Federal do Brasil. A partir de agora só tenho que prestar atenção nos códigos de receita nos DARFs pois senão fiscalmente eu volto para o Brasil, que é a última coisa que quero na vida (pessoalmente ou fiscalmente). 

O meu próximo post será sobre o meu tax filing aqui no Canadá e aventuras com a Canada Revenue Agency (CRA).

der doppelgänger

Tuesday, April 26, 2011

Did You Know?

 Agora tá explicado. Eu achei que estava desaprendendo o meu Inglês aqui em Vancouver. Sabia que existem diferenças mas uma página mastigadinha ajuda bastante....


Enjoy

der doppelgänger

Sunday, March 13, 2011

28 Days and Counting Down

Falta pouco. Preparativos finais em andamento. O que já foi feito:
- Passagens compradas.
- RG das crianças, emitido.
- Carta com referências do seguro de auto no Brasil, providenciada.
- Reserva para levar a gata na cabine do avião até Vancouver, feita.
- Compra e teste da bolsa-gaiola para levar a gata, providenciada.
- Contas bancárias que devem ser fechadas, fechadas.
- Família vende tudo....para a família....em andamento.
- Empresa de transporte para coisas que não dá para levar no avião, contratada.
- Contratação de assessoria para assuntos fiscais no Brasil, efetuada.
- Rescisão da escola das crianças + histórico escolar, solicitada.
- Travel documents (nossos PRs não ficaram prontos ainda), expedidos.
- Transferência dos celulares para pré-pago, feitas.
- Cancelamento de cartões que não iremos utilizar, cancelados.
- Contato com corretora para aluguel do apartamento, feito.
- Mudar o seguro do apartamento para o novo inquilino, providenciado.
- Venda dos autos, feita.
- Cancelamento dos seguros dos autos, feito.
- Seguro-saúde para os primeiros três meses, providenciado.
- Definição do carro a ser comprado no Canadá (será um Nissan Versa)
- Saída da empresa, anunciada.

Ainda falta:
- Retirada dos móveis vendidos do apartamento.
- Comprar caixas de papelão reforçado na CaixasNet
- Contratar a van para nos levar ao aeroporto. .(P.S.: Quase não deu por causa do show do U2 na cidade)
- Tradução do histórico das crianças.
- Xerox autenticados de todos os documentos como backup.
- Aluguel de um imóvel temporário no Canadá (tá quase fechando).
- Fazer Imposto de Renda 2010/2011.
- Arrumar escola para as crianças em Vancouver (será feito lá)
- Empacotar malas, caixas, etc.
- Cancelar TV a cabo, internet e telefone.
- Transferir todas as correspondências para o endereço da sogrinha.
- Mudar e transferir todos os telefones para o número do Skype In no Brasil.
- Fazer as lembrancinhas dos amigos/as de classe das crianças.
- Despedidas dos amigos e familia.
- Pedir o certificado internacional de vacinação da gatinha.

Ufa.

Der Doppelgänger

(P.S.: A viagem transcorreu sem problemas)

Sunday, February 20, 2011

Viagem para Vancouver - Chegada e Primeiras Providências


(Foto: Vista de North Vancouver e da Lions Gate Bridge ao entardecer a partir de Prospect Point)

Terceiro (e último da série) post da viagem para Vancouver.

Chegada:
O vôo Toronto-Vancouver foi super tranquilo, sem nenhum problema. Nenhum problema além dos traseiros quadrados e cansados da viagem. Pousamos em YVR e vimos que havia nevado na noite anterior. Haviam algum blocos de slush aqui e lá e já batia um solzão forte. Desembarcamos, aluguei dois carrinhos e fui direção setor de bagagens para pegar as caixas fosforescentes e as malas. Logo que isso aconteceu fomos comer nossa primeira refeição em solo canadense. Um glorioso hamburguer, frango frito, fritas e suco de laranja do Harvey's. Estávamos morrendo de fome e apesar de não ter sido nada glorioso, matou o que nos matava.
Dali fui até a calçada do setor de desembarque para ver como iria fazer para alugar o carro. Tínhamos as caixas e não conhecia nada do aeroporto. Como estava frio, deixei a família e as caixas do lado de dentro do aeroporto e atravessei a rua pois a Budget ficava do outro lado. Aluguei o carro, o assento para a caçula (ela tem 7 anos) e o espertão aqui teve que sair do aeroporto e retornar ao desembarque para pegar a família e as malas. Isso porque se eu tivesse subido um andar com as malas, cruzado pela passarela e descido novamente, estaria dentro do prédio onde está a locadora. Conclusão, como não fiz isso, parei o carro na frente do desembarque (parada proibida), botei todo mundo para dentro e fiz a mágica de colocar as três caixas, as três malas e as backpacks dentro do carro acho que em menos de 5 minutos. Um recorde absoluto considerando a falta de planejamento nesse aspecto.
Bem, passado o medo de tomar uma multa logo na primeira hora em Vancouver, liguei o GPS que trouxe do Brasil e segui a Granville Ave. Fui seguindo, seguindo e nada do GPS pegar o sinal. Continuei seguindo e quando vi a Granville Street Bridge, fui no modo "mental" mesmo. Mental no sentido de que havia feito tantas vezes esse roteiro via Google Street View que não precisei mais do GPS para chegar até o flat que havíamos alugado em Yaletown. Finalmente chegamos ao nosso destino e pudemos então desfazer as malas e descansar da viagem extenuante.

Primeiras Providências:
No dia seguinte logo cedo fomos ao Service Canada no Sinclair Centre para conseguirmos nossos SIN cards. Entrando no Service Canada, pegamos uma senha e aguardamos uns 10 minutos. O local não estava cheio e logo fomos chamados. Sentamos num guichê e o atendente foi muito simpático e atencioso dando dicas de para quem fornecer o SIN number e para quem não se deve fornecer o SIN number. Os SIN cards chegaram pelos correios depois de uns 15 dias. Fui também no HSBC a uma quadra dali para realizar a inglória tarefa de depositar os traveller cheques que havia comprado e trocar as senhas dos cartões para outros mais mnemônicos. Inglória pois havia comprado 50 cheques e tive que assinar os benditos 100 vezes (50 no Brasil e 50 na agência do HSBC). As dica aqui são a de trazer menos de BRL 10,000 e/ou CAD 10,000 para não ter que ficar declarando o dinheiro,e comprar o mínimo possível para evitar ter que ficar assinando um monte de cheques e abrir sua conta no Canadá antes da viagem ainda no Brasil.
O passo seguinte foi tentar conseguir uma B.C. ID no ICBC no Royal Centre Mall na Burrard Street. Lá descobrimos que não tem negócio enquanto voce não tiver o seu PR Card. E que o B.C. ID não é emitido para crianças menores de 12 anos de idade. No fundo eu acho que se tivesse levado um printout da página com os documentos necessários, eu teria conseguido o ID só com os landing papers. Mas acabei deixando isso para lá. Ouvi o mesmo para o drivers license, que só com o PR Card em mãos.
De lá fui para a Apple Store no Pacific Centre e comprei o meu sonhado iPhone destravado. Não pude ativá-lo pois só ia comprar o chip pré-pago da 7-Eleven Speakout no dia seguinte. Vou fazer um post específico para isso.
Fomos também ao ISSBC da Drake St. para tentar conseguir informações sobre escolas para as crianças e sobre impostos. Mas depois de um tempinho de conversa, descobri que eu sabia mais coisas através das pesquisas prévias do que a consultora que nos atendeu. O fato é que eles atendem necessidades bem mais básicas do que as que eu tinha em mente. De qualquer maneira, foi uma conversa interessante para confirmar algumas das coisas que eu tinha pesquisado. As crianças ganharam Ty Beannie Babies, agradecemos e fomos embora.
Depois disso o que providenciei durante nossa estada cartão da Costco, membership no Vancouver Aquarium, cartão do Save-On-More, cartão da Safeway, membership em Grouse Mountain, cartão no Mountain Equipment Co-Op. Os preços dos memberships eram quase o valor da entrada única mais um pouco. Portanto valiam a pena, considerando que poderíamos voltar quantas vezes quiséssemos.
Depois das obrigações cumpridas, só nos restava aproveitar a cidade e tentar conhecê-la ao máximo. Um dos objetivos (cumpridos) foi o de conhecer os bairros para a viagem futura em Abril. Encerro essa série de posts por aqui, na esperança de ajudar um pouco a quem chega nessa cidade maravilhosa. Como nos posts anteriores, deixo aqui minhas conclusões:

Conclusões:
1) Se alugar carro em YVR, use a passarela no primeiro andar até o prédio de estacionamentos.
2) Abra sua conta antes no Brasil e comece realizar suas transferências antecipadamente.
3) Leve somente alguns traveller cheques para emergências e seu extrato do HSBC, isso é o suficiente para demonstrar fundos na imigração.
4) Se quiser tirar o B.C. ID e/ou o driver's license antes de 3 meses, levem um printout dos documentos requeridos para convencer o atendente e minimizar discussões desnecessárias.
5) Roupas de inverno: O melhor custo benefício é na Mountain Equipment Co-Op para adultos. Fomos no Targa também mas é bem carinho. Para crianças, a dica é comprar numa loja no Kids Market em Granville Island (pena que só descobrimos isso depois de penar nas lojas para achar os tamanhos e cores corretas para eles). [EDITADO 2/Dez/15: Roupa na MEC é boa mas é cara. Para crianças que trocam de roupa o tempo todo, as melhores dicas são na Sears, Winners ou no Burlington Coat Factory em Bellingham/WA que vendem ponta de estoque bem abaixo do preço da etiqueta.
6) Celular: 7-Eleven Speakout Wireless, period. (vou fazer um post específico).
7) Comprar uma carteira maior: O que tem de cartões de memberships com vantagens é uma coisa de louco. Quero ver como vou fazer para carregar tudo. [EDITADO 2/Dec/15] Instale Dropbox no telefone e faça scan de todos os cartões.
8) Se possível compre/adquira os memberships. Eles dão descontos e vantagens muito interessantes.

Thursday, February 10, 2011

Viagem para Vancouver - Viagem e Landing

Segundo post depois da viagem. Já estamos de volta ao Brasil.

Viagem:
Depois do estresse do embarque, finalmente pude sentar no saguão de embarque e respirar um pouco. Isso durou pouco pois crianças+espaço+novidade=correria. Bem, o embarque abriu e entramos no avião.
Digo uma coisa. Viajar de avião é uma bosta. Porém (pode ser síndrome do novo imigrante) gostei da Air Canada. Talvez seja porque viajar de American Airlines isso sim é uma bosta, e é com isso que estava acostumado. Portanto, qualquer coisinha a mais já causa espanto. Três coisas que não pude deixar de notar:
- Geralmente antes do embarque fica aquele alvoroço de gente em pé. Principalmente em vôos que tem Brasileiros a bordo. Se fosse na American Airlines, a aeromoça ia anunciar com a delicadeza militar do americano: "Todos sentados senão o avião não decola (só faltava um po**a!)". Na Air Canada eu vi esse alvoroço mas era a equipe atendendo solicitações dos passageiros para trocar de lugar. O avião saiu até uns 10 minutos atrasados e ninguém ficou latindo de maneira ameaçadora ao microfone.
- A disposição das poltronas. Eu não viajo de Airbus nem a pau (depois conto o por que). Vou de Boeing a todo custo, e na AA as poltronas são dispostas 2-5-2. Na AC são 3-3-3. Tá o número de poltronas é o mesmo mas sei lá, parece que tem um pouquiiiinho mais de espaço. Pode ser só impressão ou o fato do sistema de entretenimento efetivamente, entreter.
- Vinhos e cervejas: Não é recomendado beber a bordo de um vôo. Mas o fato de a Air Canada oferecer vinho, e mais, de graça e à vontade para o gado na classe econômica é um luxo inimaginável na American Airlines.
Bem, depois de 10 horas sem dormir, chegamos a Toronto. Estava começando uma tempestade de neve e a tendência era piorar.

Landing:
Após andarmos por intermináveis corredores, chegamos ao setor da imigração. Lá entramos na fila e o atendimento foi bem rápido. Apresentamos os passaportes e eu não havia preenchido o formulário da alfândega que nos deram no avião. Não preenchi o formulário pois lá perguntava se estava visitando ou se era cidadão e eu não era nenhuma das duas coisas. Bem, saí da fila, preenchi o documento e voltei para a fila novamente. De lá fomos encaminhados para uma sala separada para completar o processo de imigração.
Nessa sala havia apenas duas mulheres com duas crianças sendo atendidas por um agente e mais três agentes batendo papo. Entrei na fila com a digníssima e as crianças a tiracolo e a agente que nos chamou logo olhou e pediu para que eles se sentassem ao lado. As duas mulheres estavam tendo uma discussão acalorada com o agente sobre os motivos dela ter saído do país por tanto tempo, etc. O final da conversa foi que o agente não deixou ela entrar no país novamente. Pretty sad.
Apresentei o passaporte e os formulários de COPR. Aí ela olha no terminal, carimba aqui, carimba ali, preenche o COPR e os entrega para que eu assine o meu e o das crianças. Chamo a digníssima para que ela assine o dela. Ela faz alguns comentários para animar o tempo enquanto destaca as folhas do COPR e grampeia uma cópia do formulário ao passaporte. Com isso, já éramos landed immigrants no Canadá. Encerrou-se ali a saga iniciada em Dezembro de 2007 e iniciou-se uma nova cheia de perspectivas e novidades.
Dali a moça da imigração nos mandou para a coleta de bagagens e alfândega. Peguei as minhas malas e as 3 caixas verde-limão com 30 kg cada e lá fomos encaminhados para o setor de "sim, tenho coisas a declarar". Lá apresentei as duas vias de cada formulário (accompany e goods to follow). A agente foi super simpática e começou a somar os itens de cada folha, coisa que eu esqueci de fazer mesmo usando uma planilha excel. Pedi desculpas e ela falou para que eu não me preocupasse. A minha lista tinha 4 páginas e teve um coitado que trouxe uma lista com 50 páginas. Nesse caso ela deu a calculadora para o tal coitado e pediu para ele começar a somar. Feitas as somas (das minhas folhas), ela coloca os valores num terminal, pergunta com quanto de dinheiro estamos entrando no país e grampeia um formulário azul às folhas de inventário. Em nenhum momento ela pediu para abrir as caixas para verificar o que estava dentro ou pediu para ver o extrato do banco + os traveler cheques que estava levando para comprovar os valores que informei. Assinei o formulário azul, ela deu bandeirinhas do Canadá para os meus dois filhos (que ficaram super contentes) e lá seguimos o nosso caminho.
Desembarque+imigração+coleta de malas+alfândega durou em torno de duas horas no total. Chegamos 6 da manhã e às 8 já estávamos no balcão de conexão da Air Canada. O nosso vôo de conexão para Vancouver era só de tarde pois queríamos dar uma passeada por Toronto. Mas a Air Canada ofereceu um vôo as 08:30 e com a tempestade de neve se avizinhando, decidimos por seguir caminho mesmo estando cansados/destruídos. Peguei as caixinhas e as malas, coloquei na esteira e seguimos para o portão de embarque com destino a Vancouver.

Encerro esse post por aqui, depois falo mais sobre nossa chegada em Vancouver.

Conclusões:
1) O processo de landing (imigração) e alfândega são distintos e bem mais tranquilos do que eu esperava.
2) Ir pela Air Canada ao invés de um vôo pelos EEUUAA pode ser um pouco mais caro. Mas sinceramente, eu pago para não ter dor de cabeça com os Americanos e poder contar com a cordialidade do Canadense.
3) Quando preencher o B4 e o B4a, faça a totalização dos valores em cada folha apresentada e o total das folhas.
4) Voce pode sim usar uma planilha excel para apresentar o inventário.
5) Não precisa ser tão detalhado quando preencher esses formulários. Liste individualmente os itens que têm número de série e agrupe os que não têm.
6) Preencha o formulário de alfândega. Period.

Sunday, January 30, 2011

Viagem para Vancouver - Empacotamento e Embarque

Primeiro post depois da viagem. Ando muito ocupado aqui em Vancouver acertando as coisas. Vou postar aqui o que aconteceu, mais ou menos em ordem cronológica.

Empacotamento:
Comprei 5 caixas de papelão reforçado 50cm x 50cm x 50cm na CaixasNet em São Paulo. Depois que fizemos a rapa de doações de coisas velhas em casa, acabaram ficando 3 caixas com 29kg cada uma para levar agora. Isso fora 3 malas grandes despachadas e 3 malas de mão. Entre o empacotamento dos itens, fui montando a lista de personal effects. Uma para os itens que estava levando e outra para os itens que seguirão no futuro na próxima viagem ou via cargo. Montei a lista numa planilha Excel mesmo de maneira bem simples, agrupando os itens quando possível. Segue um link para a planinha que em montei. Basta baixar e aplicar os filtros para os itens "Accompany" e "Follow".
Os eletrônicos acabei listando item a item com os seus devidos números de série para não haver problemas de impostos e/ou alfândega. Para quem se preocupa muito com essa lista, procure usar a seguinte metodologia. "Com o que a alfândega canadense pode criar caso?". Suas cuecas velhas? Forget about it, com certeza não. O seu laptop? Talvez sim, então vai para a lista.

Embarque:
Dia 11/01 (Terça) tomamos o vôo da Air Canada para Toronto. De lá tomamos outro vôo que só sairia no final do dia 12/01 para Vancouver.
Quem estava em São Paulo na Terça vai lembrar do dilúvio bíbilico que se abateu sobre a pobre cidade naquela manhã. A cidade praticamente parou nesse dia por causa das inundações nas marginais do rio Tietê. A consequência disso foi que o rodízio foi suspenso, as rádios pediam para as pessoas não sair de casa e praticamente não havia trânsito na Terça de tarde pois todo mundo resolveu de fato ficar em casa. Adiantei a van para umas 16:00 (o vôo era 22:30) e como a chuva tinha dado uma trégua e não havia trânsito algum, chegamos ao aeroporto rapidamente às 16:45.
De lá entramos na fila do check in e já emiti os bilhetes de embarque nas máquinas que ficam ao longo da fila. A fila mesmo só serviu para despachar as caixas (devidamente seladas com aquele plástico no aeroporto) e as bagagens. As malas foram simplesmente colocadas na esteira e lá se foram. As caixas nem foram pesadas e também lá se foram pela esteira. Se eu tivesse levado umas 5 caixas com 50kg cada, ninguém teria falado nada.

Bem, daí apareceu a primeira surpresa. A minha esposa é Portuguesa e tem igualdade de direitos no Brasil. Por esse motivo ela não tem mais o RNE e sim um RG. No check in, o atendente da AC viu o passaporte Português dela e perguntou: "Preciso de um documento que indique que ela está legal aqui no Brasil.". Nessa hora eu gelei. Ela é uma estrangeira e precisa comprovar que está legal no país. Assim como qualquer outro estrangeiro em qualquer outro país. E nessa hora não adianta certidão de casamento, de nascimento dos filhos, CNH, nada. Ou é o RG ou é a certidão do Ministério das Relações Exteriores com a titularidade da igualdade de direitos e as duas coisas estavam em casa. Resultado, o atendente não queria fazer o check in. Conversa para cá, conversa para lá o atendente chamou o supervisor e ele disse: "Pode fazer o check in, mas deixe as malas em standby até que vocês passem pela Polícia Federal". Isso significava que as malas não seriam embarcadas no avião até que a situação fosse resolvida.
Primeira etapa vencida, dali saí para pegar o RG da minha esposa em casa, pensando no trânsito fácil que peguei na ida ao aeroporto. Deixei a digníssima e os filhos acomodados em um restaurante e corri para o táxi (quase esqueci as chaves de casa). Na hora que eu coloco os pés para fora, no guichê da Guarucoop, a segunda surpresa. Chovia cântaros, tipo, chuva com trovoadas e o escambau. Pensei comigo, "E agora? E agora?". Decidi arriscar e ir. Eram 18:30 e o vôo era só as 22:30. Entrei no táxi e fui embora. Na saída do aeroporto, aquela baita chuva. Falei da minha aflição para o motorista mas pedi que fosse devagar pois a última coisa que precisava naquele momento era um acidente. Surpreendentemente a chuva deu uma trégua no momento que entramos na marginal. Resultado, consegui ir até minha casa e voltar em exatos 60 minutos e as 19:30 estava de volta no aeroporto. E tudo isso graças a chuva da manhã que fez com que o trânsito fosse praticamente inexistente nessa hora que é de rush e graças ao motorista do táxi que foi me tranquilizando pelo caminho todo para que eu não tivesse um enfarte e graças a São Pedro que deu a trégua no dilúvio que assolou São Paulo.
Com o documento em mãos, passamos rapidamente pelo guichê da PF. De fato, pediram o RG dela e as certidões de nascimento das crianças pois no passaporte não tem o nome dois pais. Sem isso certamente enfrentaríamos problemas. Dali fui para o guichê da Air Canada e pedi para que as nossas malas fossem finalmente embarcadas no avião.

Encerro esse post por aqui, depois conto sobre a viagem e o landing.

Conclusões:
1) Vou grampear o RG da minha esposa ao passaporte dela para não ter mais esse tipo de 'problema'.
2) Se tem filhos, tire o RG deles ou leve as certidões de nascimento das crianças para demonstrar o vinculo familiar.
3) Compre um carrinho daqueles para carregar bagagem para levar as caixas de um lado para o outro. Suas costas agradecem.
4) Faça a selagem das caixas com aquele plástico transparente ao chegar no aeroporto. Apesar de serem de papelão reforçado, constatei que as caixas teriam se desintegrado.

Der Doppelgänger.

Sunday, January 9, 2011

Orbitz

YVR - GRU no dia -09/Abril por USD 693 + taxes and fees, one-way trip. Not bad, eh? A Orbitz é a que eu tenho cotado e tenho consistentemente conseguido as melhores tarifas. Até mesmo derrubando aquele mito de que os vôos pelos EUA acabam ficando mais baratos do que os direto para o Canadá.

Alguém tem algum outro site com melhores tarifas para compartilhar?

Der Doppelgänger


Editado 10/Jan:
Pensando na Ma, fiz a seguinte cotação:
One-way, pela Orbitz , GRU->YVR no dia 09/Abr, 2 adultos:
-United (via ORD): USD 1146 + taxes & fees
-Korean (via LAX): USD 1251 + taxes & fees
-Air Canada (via YYZ): USD 1789 + taxes & fees

Wednesday, August 18, 2010

Finalmente!

Finalmente recebi a tal carta do Consulado solicitando o pagamento das taxas no HSBC e o envio dos passaportes. Eles enviam também uns adesivos com códigos de barras para serem colados nas capas dos passaportes.

Como eu já havia descoberto através do Casão, o visto vale por 12 meses após os exames médicos, o que significa que o meu visto só irá valer 7 meses, pois fiz os exames em Março/2010.

Queria saber se alguém conseguiu refazer os exames para conseguir os 12 meses de volta.

Mandei um email (outro) para o Consulado com essa pergunta, vamos ver se respondem.

Um outro ponto é se o "permanent resident visa" permite múltiplas entradas no Canadá. Se alguém souber a resposta, agradeço. Quero saber isso pois teremos que fazer algumas viagens de exploração para verificar moradia, educação, antes de uma decisão final.

Tá quase....