Monday, April 2, 2012
Mudanças no Processo Federal - Applicants Before Feb/2008
News Release – Government of Canada transforms economic immigration program
Ottawa, March 30, 2012 — To create a fast and flexible immigration system that creates jobs and promotes Canada’s long term prosperity, the Government of Canada will eliminate the backlog in the main federal economic immigration program.
“The Federal Skilled Worker Program backlog is a major roadblock to Canada’s ability to respond to rapidly changing labour market needs,” said Citizenship, Immigration and Multiculturalism Minister Jason Kenney. “Having to process applications that are as many as eight years out of date reduces our ability to focus on new applicants with skills and talents that our economy needs today.”
As announced in Economic Action Plan 2012, Citizenship and Immigration Canada is planning to refund fees and return stale applications from nearly all those applicants who applied under the dated criteria in existence before February 27, 2008.
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Under proposed legislation, CIC will close the files of FSW applicants who applied before February 27, 2008, and for whom an immigration officer has not made a decision based on selection criteria by March 29, 2012. This is expected to affect around 280,000 applicants, including their dependants. CIC will begin the process of returning the full amount of fees paid to the Department by these affected FSW applicants. For those who have passed the selection criteria stage – approximately 20,000 people – CIC will continue processing their applications until they are approved for entry into Canada or not.
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Não me agora surpreende o passo tomado pelo governo Canadense após as medidas tomadas em 2008 pois tudo parece parte de um plano único pensado lá desde o começo. Fiquei triste em pensar que ainda tem gente no processo aguardando uma decisão e que terão os seus sonhos destruídos.
Alguém aí foi afetado pela decisão? Postem comentários.
Retornar o dinheiro do application não é nada comparado ao tempo e esforços investidos durante o tempo do processo. Isso infelizmente, o governo Canadense não retorna.
der doppelgänger
Monday, December 5, 2011
Canadian Immigrant
Canadian Immigrant
der doppelgänger
Saturday, June 4, 2011
Work
Voce perde a referência do salário, das profissões e principalmente da rede de amigos e networking que trabalha para voce em momentos difíceis da carreira. Associado a isso, temos a questão da língua e a cultura completamente diferentes.
No meu caso, eu vim transferido pela minha empresa. Mas eu tinha meus planos caso isso não acontecesse. Listo aqui alguns pontos.
- LinkedIn: Ferramenta de social networking profissional. Monte um perfil caprichado em inglês detalhando sua experiência e área de atuação. Associe-se a grupos que atuam em sua área geográfica para ficar antenado nas oportunidades que os headhunters postam. Deixe um pouco o Facebook de lado e dedique o seu tempo no LinkedIn em montar um perfil atrativo para os headhunters.
- Empregabilidade: Aumente suas chances com cursos reconhecidos internacionalmente. O caminho para se conseguir a equivalência do diploma é longo e árduo. Portanto para resultados mais imediatos, faça cursos de certificação reconhecidos tais como:
- PMP - Project Management Institute
- Six Sigma Black/Green Belt - American Society of Quality
- Juniper Networks Certification Program - Juniper Networks
- MBAs e afins - BCIT, UBC, Simon Fraser, etc.
- Savings: Voce tem que se programar para passar um tempo sem uma receita, portanto os savings vão sofrer um pouco. Eu montei um budget e me separei parte de meus savings para passar um ano sem trabalhar. Dizem que 6 meses é a média, eu não quis arriscar. Também pesquise os benefícios disponíveis pelos governos federal e provincial para quem está desempregado. Aqui é não ter vergonha e realmente tentar fazer uns trocados a mais no final do mês, o que pode fazer a diferença no buraco que voce vai deixar no seu savings.
- Canadian Experience: É aqui que a coisa realmente pega. Não tem nada que voce possa fazer para adquirir isso a não ser trabalho mesmo (voluntário é uma opção) e o passar do tempo (trabalhando, claro). Tente conseguir algo na sua área. Por exemplo, atuo na área de gerenciamento de projetos. No LinkedIn volta e meia anunciam pedindo PMs voluntários para projetos de ONGs. Nada melhor que poder praticar sua profissão, ir conhecendo o mercado e expandindo o networking e por consequência, suas oportunidades e empregabilidade. Mesmo que para isso voce tenha que trabalhar de graça por um tempo.
- Inglês: Eu creio que essa é uma das maiores barreiras para o novo imigrante. A questão da fluência e conhecimento geral da cultura local tem um peso significativo durante a entrevista. Muita gente é fluente no dia-a-dia dos negócios. Mas ao sair desse ambiente para conduzir uma discussão sobre assuntos gerais é complicado se voce não conhece a cultura e os termos mais comumente usados. Caso nem a fluência esteja presente, invista nesse aspecto fazendo cursos de ESL, trabalho voluntário e integração na sociedade da maneira mais intensiva possível.
- Entrevista: Novamente a questão da diferença cultural. As perguntas são diferentes. Segue um link (que puxei do LinkedIn) com um conjunto de perguntas que fazem pensar. Pratique em inglês com seu parceiro e use o Google para encontrar mais parecidas. Não que os entrevistadores usem especificamente essas perguntas mas elas dão uma idéia de até onde eles podem ir e fazer voce pensar out-of-the-box.
- Google: O Google é o seu amigo. Faça muitas pesquisas e em vários sites. A grande maioria das ofertas podem ser encontradas via internet.
- Rotina: A procura do emprego é um full time job. Sendo assim monte um roteiro para o dia e tente se ater a ele. Algumas horas para procura na internet. Outras para envio de currículos. Mais outras para o trabalho voluntário. Ao término disso, procure desligar e relaxar para não acabar insano e estressado.
der doppelgänger
Tuesday, April 5, 2011
Tradutora Juramentada em São Paulo
Maria do Carmo D'Angelo Campos
Tradutora Pública e Intérprete Comercial (Inglês)
Matrícula JUCESP número 1310
dangelomc@terra.com.br
der doppelgänger
Sunday, March 13, 2011
28 Days and Counting Down
- Passagens compradas.
- RG das crianças, emitido.
- Carta com referências do seguro de auto no Brasil, providenciada.
- Reserva para levar a gata na cabine do avião até Vancouver, feita.
- Compra e teste da bolsa-gaiola para levar a gata, providenciada.
- Contas bancárias que devem ser fechadas, fechadas.
- Família vende tudo....para a família....em andamento.
- Empresa de transporte para coisas que não dá para levar no avião, contratada.
- Contratação de assessoria para assuntos fiscais no Brasil, efetuada.
- Rescisão da escola das crianças + histórico escolar, solicitada.
- Travel documents (nossos PRs não ficaram prontos ainda), expedidos.
- Transferência dos celulares para pré-pago, feitas.
- Cancelamento de cartões que não iremos utilizar, cancelados.
- Contato com corretora para aluguel do apartamento, feito.
- Mudar o seguro do apartamento para o novo inquilino, providenciado.
- Venda dos autos, feita.
- Cancelamento dos seguros dos autos, feito.
- Seguro-saúde para os primeiros três meses, providenciado.
- Definição do carro a ser comprado no Canadá (será um Nissan Versa)
- Saída da empresa, anunciada.
Ainda falta:
Ufa.
Der Doppelgänger
(P.S.: A viagem transcorreu sem problemas)
Tuesday, March 1, 2011
Travel Document
Segue a cara do Travel Document, que é na verdade um visa tipo R-1. Ele é de uso único, vale por 6 meses e serve para comprovar o status de Resident Permanent para aqueles que estão fora do Canadá e necessitam retornar, porém não tem o PR card em mãos.Fiz o landing em Janeiro/11 e tive que voltar para o Brasil sem os PR cards. Para o nosso retorno agora em Abril/11, fiz a solicitação dos Travel Documents no Consulado do Canadá em São Paulo. O processo é muito simples:
1) Baixe e preencha os documentos no site do CIC, Application for a Travel Document (Permanent Resident Abroad)
2) Anexe aos formulários preenchidos:
- 2 fotos 5x7 com nome e nascimento marcados atrás das fotos
- Os passaportes originais
- Cópia do COPR e do visto de imigrante
- Cópias de quaisquer outros documentos que comprovem vínculos com o Canadá tais como membership cards, SIN cards, bank statements, rental agreements, etc.
- Boletim de ocorrência da polícia, no caso de perda ou roubo dos PR Cards.
- Os e-tickets da volta para o Brasil e do retorno para o Canadá.
3) Pague as taxas no HSBC. No dia 18/Fevereiro, paguei R$ 85,00 por Travel Document. Verifique os valores atualizados junto ao Consulado.
4) Entregue (ou envie) tudo para o Consulado em São Paulo.
Em dois ou três dias, os Travel Documents ficam prontos. Depois disso é pegar o avião and "Welcome to Canada".
Der Doppelgänger
Sunday, February 20, 2011
Viagem para Vancouver - Chegada e Primeiras Providências
(Foto: Vista de North Vancouver e da Lions Gate Bridge ao entardecer a partir de Prospect Point)
Terceiro (e último da série) post da viagem para Vancouver.
Chegada:
O vôo Toronto-Vancouver foi super tranquilo, sem nenhum problema. Nenhum problema além dos traseiros quadrados e cansados da viagem. Pousamos em YVR e vimos que havia nevado na noite anterior. Haviam algum blocos de slush aqui e lá e já batia um solzão forte. Desembarcamos, aluguei dois carrinhos e fui direção setor de bagagens para pegar as caixas fosforescentes e as malas. Logo que isso aconteceu fomos comer nossa primeira refeição em solo canadense. Um glorioso hamburguer, frango frito, fritas e suco de laranja do Harvey's. Estávamos morrendo de fome e apesar de não ter sido nada glorioso, matou o que nos matava.
Dali fui até a calçada do setor de desembarque para ver como iria fazer para alugar o carro. Tínhamos as caixas e não conhecia nada do aeroporto. Como estava frio, deixei a família e as caixas do lado de dentro do aeroporto e atravessei a rua pois a Budget ficava do outro lado. Aluguei o carro, o assento para a caçula (ela tem 7 anos) e o espertão aqui teve que sair do aeroporto e retornar ao desembarque para pegar a família e as malas. Isso porque se eu tivesse subido um andar com as malas, cruzado pela passarela e descido novamente, estaria dentro do prédio onde está a locadora. Conclusão, como não fiz isso, parei o carro na frente do desembarque (parada proibida), botei todo mundo para dentro e fiz a mágica de colocar as três caixas, as três malas e as backpacks dentro do carro acho que em menos de 5 minutos. Um recorde absoluto considerando a falta de planejamento nesse aspecto.
Bem, passado o medo de tomar uma multa logo na primeira hora em Vancouver, liguei o GPS que trouxe do Brasil e segui a Granville Ave. Fui seguindo, seguindo e nada do GPS pegar o sinal. Continuei seguindo e quando vi a Granville Street Bridge, fui no modo "mental" mesmo. Mental no sentido de que havia feito tantas vezes esse roteiro via Google Street View que não precisei mais do GPS para chegar até o flat que havíamos alugado em Yaletown. Finalmente chegamos ao nosso destino e pudemos então desfazer as malas e descansar da viagem extenuante.
Primeiras Providências:
No dia seguinte logo cedo fomos ao Service Canada no Sinclair Centre para conseguirmos nossos SIN cards. Entrando no Service Canada, pegamos uma senha e aguardamos uns 10 minutos. O local não estava cheio e logo fomos chamados. Sentamos num guichê e o atendente foi muito simpático e atencioso dando dicas de para quem fornecer o SIN number e para quem não se deve fornecer o SIN number. Os SIN cards chegaram pelos correios depois de uns 15 dias. Fui também no HSBC a uma quadra dali para realizar a inglória tarefa de depositar os traveller cheques que havia comprado e trocar as senhas dos cartões para outros mais mnemônicos. Inglória pois havia comprado 50 cheques e tive que assinar os benditos 100 vezes (50 no Brasil e 50 na agência do HSBC). As dica aqui são a de trazer menos de BRL 10,000 e/ou CAD 10,000 para não ter que ficar declarando o dinheiro,e comprar o mínimo possível para evitar ter que ficar assinando um monte de cheques e abrir sua conta no Canadá antes da viagem ainda no Brasil.
O passo seguinte foi tentar conseguir uma B.C. ID no ICBC no Royal Centre Mall na Burrard Street. Lá descobrimos que não tem negócio enquanto voce não tiver o seu PR Card. E que o B.C. ID não é emitido para crianças menores de 12 anos de idade. No fundo eu acho que se tivesse levado um printout da página com os documentos necessários, eu teria conseguido o ID só com os landing papers. Mas acabei deixando isso para lá. Ouvi o mesmo para o drivers license, que só com o PR Card em mãos.
De lá fui para a Apple Store no Pacific Centre e comprei o meu sonhado iPhone destravado. Não pude ativá-lo pois só ia comprar o chip pré-pago da 7-Eleven Speakout no dia seguinte. Vou fazer um post específico para isso.
Fomos também ao ISSBC da Drake St. para tentar conseguir informações sobre escolas para as crianças e sobre impostos. Mas depois de um tempinho de conversa, descobri que eu sabia mais coisas através das pesquisas prévias do que a consultora que nos atendeu. O fato é que eles atendem necessidades bem mais básicas do que as que eu tinha em mente. De qualquer maneira, foi uma conversa interessante para confirmar algumas das coisas que eu tinha pesquisado. As crianças ganharam Ty Beannie Babies, agradecemos e fomos embora.
Depois disso o que providenciei durante nossa estada cartão da Costco, membership no Vancouver Aquarium, cartão do Save-On-More, cartão da Safeway, membership em Grouse Mountain, cartão no Mountain Equipment Co-Op. Os preços dos memberships eram quase o valor da entrada única mais um pouco. Portanto valiam a pena, considerando que poderíamos voltar quantas vezes quiséssemos.
Depois das obrigações cumpridas, só nos restava aproveitar a cidade e tentar conhecê-la ao máximo. Um dos objetivos (cumpridos) foi o de conhecer os bairros para a viagem futura em Abril. Encerro essa série de posts por aqui, na esperança de ajudar um pouco a quem chega nessa cidade maravilhosa. Como nos posts anteriores, deixo aqui minhas conclusões:
Conclusões:
1) Se alugar carro em YVR, use a passarela no primeiro andar até o prédio de estacionamentos.
2) Abra sua conta antes no Brasil e comece realizar suas transferências antecipadamente.
3) Leve somente alguns traveller cheques para emergências e seu extrato do HSBC, isso é o suficiente para demonstrar fundos na imigração.
4) Se quiser tirar o B.C. ID e/ou o driver's license antes de 3 meses, levem um printout dos documentos requeridos para convencer o atendente e minimizar discussões desnecessárias.
5) Roupas de inverno: O melhor custo benefício é na Mountain Equipment Co-Op para adultos. Fomos no Targa também mas é bem carinho. Para crianças, a dica é comprar numa loja no Kids Market em Granville Island (pena que só descobrimos isso depois de penar nas lojas para achar os tamanhos e cores corretas para eles). [EDITADO 2/Dez/15: Roupa na MEC é boa mas é cara. Para crianças que trocam de roupa o tempo todo, as melhores dicas são na Sears, Winners ou no Burlington Coat Factory em Bellingham/WA que vendem ponta de estoque bem abaixo do preço da etiqueta.
6) Celular: 7-Eleven Speakout Wireless, period. (vou fazer um post específico).
7) Comprar uma carteira maior: O que tem de cartões de memberships com vantagens é uma coisa de louco. Quero ver como vou fazer para carregar tudo. [EDITADO 2/Dec/15] Instale Dropbox no telefone e faça scan de todos os cartões.
8) Se possível compre/adquira os memberships. Eles dão descontos e vantagens muito interessantes.
Thursday, February 10, 2011
Viagem para Vancouver - Viagem e Landing
Viagem:
Depois do estresse do embarque, finalmente pude sentar no saguão de embarque e respirar um pouco. Isso durou pouco pois crianças+espaço+novidade=correria. Bem, o embarque abriu e entramos no avião.
Digo uma coisa. Viajar de avião é uma bosta. Porém (pode ser síndrome do novo imigrante) gostei da Air Canada. Talvez seja porque viajar de American Airlines isso sim é uma bosta, e é com isso que estava acostumado. Portanto, qualquer coisinha a mais já causa espanto. Três coisas que não pude deixar de notar:
- Geralmente antes do embarque fica aquele alvoroço de gente em pé. Principalmente em vôos que tem Brasileiros a bordo. Se fosse na American Airlines, a aeromoça ia anunciar com a delicadeza militar do americano: "Todos sentados senão o avião não decola (só faltava um po**a!)". Na Air Canada eu vi esse alvoroço mas era a equipe atendendo solicitações dos passageiros para trocar de lugar. O avião saiu até uns 10 minutos atrasados e ninguém ficou latindo de maneira ameaçadora ao microfone.
- A disposição das poltronas. Eu não viajo de Airbus nem a pau (depois conto o por que). Vou de Boeing a todo custo, e na AA as poltronas são dispostas 2-5-2. Na AC são 3-3-3. Tá o número de poltronas é o mesmo mas sei lá, parece que tem um pouquiiiinho mais de espaço. Pode ser só impressão ou o fato do sistema de entretenimento efetivamente, entreter.
- Vinhos e cervejas: Não é recomendado beber a bordo de um vôo. Mas o fato de a Air Canada oferecer vinho, e mais, de graça e à vontade para o gado na classe econômica é um luxo inimaginável na American Airlines.
Bem, depois de 10 horas sem dormir, chegamos a Toronto. Estava começando uma tempestade de neve e a tendência era piorar.
Landing:
Após andarmos por intermináveis corredores, chegamos ao setor da imigração. Lá entramos na fila e o atendimento foi bem rápido. Apresentamos os passaportes e eu não havia preenchido o formulário da alfândega que nos deram no avião. Não preenchi o formulário pois lá perguntava se estava visitando ou se era cidadão e eu não era nenhuma das duas coisas. Bem, saí da fila, preenchi o documento e voltei para a fila novamente. De lá fomos encaminhados para uma sala separada para completar o processo de imigração.
Nessa sala havia apenas duas mulheres com duas crianças sendo atendidas por um agente e mais três agentes batendo papo. Entrei na fila com a digníssima e as crianças a tiracolo e a agente que nos chamou logo olhou e pediu para que eles se sentassem ao lado. As duas mulheres estavam tendo uma discussão acalorada com o agente sobre os motivos dela ter saído do país por tanto tempo, etc. O final da conversa foi que o agente não deixou ela entrar no país novamente. Pretty sad.
Apresentei o passaporte e os formulários de COPR. Aí ela olha no terminal, carimba aqui, carimba ali, preenche o COPR e os entrega para que eu assine o meu e o das crianças. Chamo a digníssima para que ela assine o dela. Ela faz alguns comentários para animar o tempo enquanto destaca as folhas do COPR e grampeia uma cópia do formulário ao passaporte. Com isso, já éramos landed immigrants no Canadá. Encerrou-se ali a saga iniciada em Dezembro de 2007 e iniciou-se uma nova cheia de perspectivas e novidades.
Dali a moça da imigração nos mandou para a coleta de bagagens e alfândega. Peguei as minhas malas e as 3 caixas verde-limão com 30 kg cada e lá fomos encaminhados para o setor de "sim, tenho coisas a declarar". Lá apresentei as duas vias de cada formulário (accompany e goods to follow). A agente foi super simpática e começou a somar os itens de cada folha, coisa que eu esqueci de fazer mesmo usando uma planilha excel. Pedi desculpas e ela falou para que eu não me preocupasse. A minha lista tinha 4 páginas e teve um coitado que trouxe uma lista com 50 páginas. Nesse caso ela deu a calculadora para o tal coitado e pediu para ele começar a somar. Feitas as somas (das minhas folhas), ela coloca os valores num terminal, pergunta com quanto de dinheiro estamos entrando no país e grampeia um formulário azul às folhas de inventário. Em nenhum momento ela pediu para abrir as caixas para verificar o que estava dentro ou pediu para ver o extrato do banco + os traveler cheques que estava levando para comprovar os valores que informei. Assinei o formulário azul, ela deu bandeirinhas do Canadá para os meus dois filhos (que ficaram super contentes) e lá seguimos o nosso caminho.
Desembarque+imigração+coleta de malas+alfândega durou em torno de duas horas no total. Chegamos 6 da manhã e às 8 já estávamos no balcão de conexão da Air Canada. O nosso vôo de conexão para Vancouver era só de tarde pois queríamos dar uma passeada por Toronto. Mas a Air Canada ofereceu um vôo as 08:30 e com a tempestade de neve se avizinhando, decidimos por seguir caminho mesmo estando cansados/destruídos. Peguei as caixinhas e as malas, coloquei na esteira e seguimos para o portão de embarque com destino a Vancouver.
Encerro esse post por aqui, depois falo mais sobre nossa chegada em Vancouver.
Conclusões:
1) O processo de landing (imigração) e alfândega são distintos e bem mais tranquilos do que eu esperava.
2) Ir pela Air Canada ao invés de um vôo pelos EEUUAA pode ser um pouco mais caro. Mas sinceramente, eu pago para não ter dor de cabeça com os Americanos e poder contar com a cordialidade do Canadense.
3) Quando preencher o B4 e o B4a, faça a totalização dos valores em cada folha apresentada e o total das folhas.
4) Voce pode sim usar uma planilha excel para apresentar o inventário.
5) Não precisa ser tão detalhado quando preencher esses formulários. Liste individualmente os itens que têm número de série e agrupe os que não têm.
6) Preencha o formulário de alfândega. Period.
Sunday, January 30, 2011
Viagem para Vancouver - Empacotamento e Embarque
Empacotamento:
Comprei 5 caixas de papelão reforçado 50cm x 50cm x 50cm na CaixasNet em São Paulo. Depois que fizemos a rapa de doações de coisas velhas em casa, acabaram ficando 3 caixas com 29kg cada uma para levar agora. Isso fora 3 malas grandes despachadas e 3 malas de mão. Entre o empacotamento dos itens, fui montando a lista de personal effects. Uma para os itens que estava levando e outra para os itens que seguirão no futuro na próxima viagem ou via cargo. Montei a lista numa planilha Excel mesmo de maneira bem simples, agrupando os itens quando possível. Segue um link para a planinha que em montei. Basta baixar e aplicar os filtros para os itens "Accompany" e "Follow".
Os eletrônicos acabei listando item a item com os seus devidos números de série para não haver problemas de impostos e/ou alfândega. Para quem se preocupa muito com essa lista, procure usar a seguinte metodologia. "Com o que a alfândega canadense pode criar caso?". Suas cuecas velhas? Forget about it, com certeza não. O seu laptop? Talvez sim, então vai para a lista.
Embarque:
Dia 11/01 (Terça) tomamos o vôo da Air Canada para Toronto. De lá tomamos outro vôo que só sairia no final do dia 12/01 para Vancouver.
Quem estava em São Paulo na Terça vai lembrar do dilúvio bíbilico que se abateu sobre a pobre cidade naquela manhã. A cidade praticamente parou nesse dia por causa das inundações nas marginais do rio Tietê. A consequência disso foi que o rodízio foi suspenso, as rádios pediam para as pessoas não sair de casa e praticamente não havia trânsito na Terça de tarde pois todo mundo resolveu de fato ficar em casa. Adiantei a van para umas 16:00 (o vôo era 22:30) e como a chuva tinha dado uma trégua e não havia trânsito algum, chegamos ao aeroporto rapidamente às 16:45.
De lá entramos na fila do check in e já emiti os bilhetes de embarque nas máquinas que ficam ao longo da fila. A fila mesmo só serviu para despachar as caixas (devidamente seladas com aquele plástico no aeroporto) e as bagagens. As malas foram simplesmente colocadas na esteira e lá se foram. As caixas nem foram pesadas e também lá se foram pela esteira. Se eu tivesse levado umas 5 caixas com 50kg cada, ninguém teria falado nada.
Bem, daí apareceu a primeira surpresa. A minha esposa é Portuguesa e tem igualdade de direitos no Brasil. Por esse motivo ela não tem mais o RNE e sim um RG. No check in, o atendente da AC viu o passaporte Português dela e perguntou: "Preciso de um documento que indique que ela está legal aqui no Brasil.". Nessa hora eu gelei. Ela é uma estrangeira e precisa comprovar que está legal no país. Assim como qualquer outro estrangeiro em qualquer outro país. E nessa hora não adianta certidão de casamento, de nascimento dos filhos, CNH, nada. Ou é o RG ou é a certidão do Ministério das Relações Exteriores com a titularidade da igualdade de direitos e as duas coisas estavam em casa. Resultado, o atendente não queria fazer o check in. Conversa para cá, conversa para lá o atendente chamou o supervisor e ele disse: "Pode fazer o check in, mas deixe as malas em standby até que vocês passem pela Polícia Federal". Isso significava que as malas não seriam embarcadas no avião até que a situação fosse resolvida.
Primeira etapa vencida, dali saí para pegar o RG da minha esposa em casa, pensando no trânsito fácil que peguei na ida ao aeroporto. Deixei a digníssima e os filhos acomodados em um restaurante e corri para o táxi (quase esqueci as chaves de casa). Na hora que eu coloco os pés para fora, no guichê da Guarucoop, a segunda surpresa. Chovia cântaros, tipo, chuva com trovoadas e o escambau. Pensei comigo, "E agora? E agora?". Decidi arriscar e ir. Eram 18:30 e o vôo era só as 22:30. Entrei no táxi e fui embora. Na saída do aeroporto, aquela baita chuva. Falei da minha aflição para o motorista mas pedi que fosse devagar pois a última coisa que precisava naquele momento era um acidente. Surpreendentemente a chuva deu uma trégua no momento que entramos na marginal. Resultado, consegui ir até minha casa e voltar em exatos 60 minutos e as 19:30 estava de volta no aeroporto. E tudo isso graças a chuva da manhã que fez com que o trânsito fosse praticamente inexistente nessa hora que é de rush e graças ao motorista do táxi que foi me tranquilizando pelo caminho todo para que eu não tivesse um enfarte e graças a São Pedro que deu a trégua no dilúvio que assolou São Paulo.
Com o documento em mãos, passamos rapidamente pelo guichê da PF. De fato, pediram o RG dela e as certidões de nascimento das crianças pois no passaporte não tem o nome dois pais. Sem isso certamente enfrentaríamos problemas. Dali fui para o guichê da Air Canada e pedi para que as nossas malas fossem finalmente embarcadas no avião.
Encerro esse post por aqui, depois conto sobre a viagem e o landing.
Conclusões:
1) Vou grampear o RG da minha esposa ao passaporte dela para não ter mais esse tipo de 'problema'.
2) Se tem filhos, tire o RG deles ou leve as certidões de nascimento das crianças para demonstrar o vinculo familiar.
3) Compre um carrinho daqueles para carregar bagagem para levar as caixas de um lado para o outro. Suas costas agradecem.
4) Faça a selagem das caixas com aquele plástico transparente ao chegar no aeroporto. Apesar de serem de papelão reforçado, constatei que as caixas teriam se desintegrado.
Der Doppelgänger.
Friday, December 17, 2010
Travel Insurance
WorldNomads.com
GTA
TravelAce
Eu acho que a melhor relação custo-benefício é o da WorldNomads.
Der Doppelgänger
Sunday, September 12, 2010
Canada - Landing Guides
Achei esse site com dicas interessantes sobre o processo de landing e outras dicas para todas as províncias do Canadá.
CanadaVisa - Landing Guides
Enjoy.
Der Doppelgänger
Thursday, August 26, 2010
Jobs
Q.: "Consider two professionals, with very similar professional backgrounds and skills but there's only one available position for hiring. Both professionals are legally authorized to work in Canada however one lives in Canada, the other doesn't. Given these variables, statistically speaking who has more probability to get the position in the end?"
A.: "I can not be sure what the answer is to this question as it will vary depending on the company. But if I were betting on this scenario I would assume 9.5/10 times the local candidate will always be chosen. Companies do not like to take on risk and having someone come from outside the local area always presents a risk for companies."
E agora José? Sabático na cabeça?
Alguém tem alguma opinião à respeito?
Answers answers
Aí sim, fomos surpreendidos novamente....Recebi as respostas às perguntas que fiz. In fact, falei com a simpaticíssima Fernanda Albano do Consulado Canadense. Foi ela quem ficou no lugar da Maria João.
Sem mais delongas, vamos às respostas....
- 12 meses de validade do visto: o período não pode ser mudado e inicia-se com a chegada dos exames médicos em Trinidad e Tobago. Não é possível fazer outro exame para 'zerar' o período. O que ela recomendou é que façamos o landing process antes do expiry date no visto. Senão o visto perde a validade e aí bau bau, tem que recomeçar todo o processo.
- Uma vez feito o landing process, voce pode sair e voltar quantas vezes quiser com o Permanent Resident card. Ele permite múltiplas entradas no país e pode ser solicitado (assim como o SIN card) assim que chegar no Canadá. Porém, esse documento demora mais ou menos um mês para ficar pronto.
- Para manter o staus de permanent resident, voce tem que comprovar moradia no Canadá por pelo menos dois anos em um total de cinco anos.
- Uma vez que o permanent resident visa é carimbado no seu passaporte, quaisquer outros vistos Canadenses pré-emitidos no seu passaporte serão revogados. As subsequentes entradas e saídas devem ser feitas da maneira descrita acima.
Agora tenho que começar a programar a viagem que deve acontecer em Janeiro ou Fevereiro 2011.
I hope this helps.
Der Doppelgänger
Wednesday, August 18, 2010
Finalmente!
Finalmente recebi a tal carta do Consulado solicitando o pagamento das taxas no HSBC e o envio dos passaportes. Eles enviam também uns adesivos com códigos de barras para serem colados nas capas dos passaportes.Como eu já havia descoberto através do Casão, o visto vale por 12 meses após os exames médicos, o que significa que o meu visto só irá valer 7 meses, pois fiz os exames em Março/2010.
Queria saber se alguém conseguiu refazer os exames para conseguir os 12 meses de volta.
Mandei um email (outro) para o Consulado com essa pergunta, vamos ver se respondem.
Um outro ponto é se o "permanent resident visa" permite múltiplas entradas no Canadá. Se alguém souber a resposta, agradeço. Quero saber isso pois teremos que fazer algumas viagens de exploração para verificar moradia, educação, antes de uma decisão final.
Tá quase....
Saturday, August 14, 2010
Carta
Monday, August 2, 2010
Canada's Immigration Doors Begins Closing
Canada has always been a favorite destination for many Lebanese emigrants. However, the country is now changing its immigration policies and is beginning to resemble a club open to a chosen few who possess the required skills, education and selective criteria to enter.
Last June 26, Jason Kenney, Canada’s minister for citizenship, immigration and multiculturalism, announced that to be eligible to apply as a federal skilled worker, immigrants must either have a job offer from a Canadian employer or experience in one of just 29 in-demand occupations.
The government also intends to limit the number of applications considered for processing to 20,000 per year, in the federal skilled worker category, as a way of matching applications to labor market demand. “Within the 20,000 per year limit, a maximum of 1,000 applications per occupation will be considered. The limit does not apply to applicants with a job offer,” the government website reported.
This cap on the number of applications accepted is an unusual phenomenon in Canadian immigration policy, one not seen since the 1960s when Canada opened its doors to immigration.
The newly published list of occupations that Canada is seeking to fill at the present time focuses on the following fields: physicians, general practitioners, dentists, pharmacists, physiotherapists, nurses, and social workers; restaurant and food service managers as well as chefs and cooks; business managers and insurance adjusters; and individuals working in construction, including carpenters, as well as mechanics, plumbers, electricians, machine operators and others.
Furthermore, changes have been introduced to the federal skilled worker stream, a points system program designed to select immigrants based on their education, work experience, language proficiency, skill, age, adaptability, and so on; as well to the Canadian Experience Class, which considers foreign workers and international graduate students already in Canada. Henceforth, applicants must include the results of an English or French language test with their application.
The language requirements have not changed with respect to the grades demanded in reading, writing, listening and speaking, but there are no exceptions anymore to the condition of having a language proficiency assessment performed in order to be eligible to apply as an immigrant. Previously, applicants were able to choose between two options: to do the English or French language test, or merely to provide sufficient documentation demonstrating language proficiency.
Therefore, even if you were born in the United Kingdom and taught English at Oxford University, you must still do the English test to qualify to apply for immigration to Canada under the new rules. Furthermore, you may well be an excellent carpenter or plumber, but if you lack the necessary language skills, you’re application is doomed.
The Conservative government of Prime Minister Stephen Harper is also proposing new changes to the immigrant investor program. Investors are eligible to making financial contributions to federal and provincial governments, earning them immigration status to Canada. The proposed regulatory changes – which are certain to be enacted into law soon – will require immigrant investors from now on to have a personal net worth of $1.6 million, up from $800,000, and to make an investment of $800,000, up from $400,000 as it stands today.
These changes reflect the confidence of the government in Canada’s ability to attract investors, even by doubling the benchmarks, since Canada’s economic reputation and banking system during the global financial crisis remained solid, indeed improved.
More ominously, in June Maclean’s, Canada’s national news magazine, published an article titled, “Who doesn’t get to Canada?” It cited a confidential memo showing that Canada may be engaging in preferential treatment for immigrants from some areas of the globe. The article asked: “A new emphasis on applicants from Asia – Chinese and South Asians – as opposed to the Caribbean and other areas, has drawn fire. Are we quietly engaged in country profiling?”
Even Canada’s refugee system is in the process of being revamped and readjusted to minimize abuses, and to make things quicker, fairer and final as far as appeals are concerned. Canada’s liberal refugee system is coming to an end after years of bogus refugee claims.
Therefore, the average Lebanese, or Arab national, who is thinking of emigrating to Canada as his or her ancestors did, is going to discover that entry is no longer as easy as it once was. On top of that, the Lebanese authorities are in no mood to facilitate emigration, because they wish to reduce the brain drain from Lebanon. Salim al-Sayegh, the social affairs minister, was in Ottawa in June, and in a presentation before the Canadian-Lebanese Chamber of Commerce there, he made a powerful case for limiting Lebanese emigration and attracting members of the diaspora back to Lebanon. He noted that about 4,000 Lebanese professionals emigrated to Canada each year, especially to Quebec, most of them under 30 years of age.
The doors to Canada are still open, but you have to have a special key to enter the country today, which means belonging to the chosen few.
Elie Mikhael Nasrallah is a practicing immigration consultant (CSIC) in Ottawa, Canada, and a commentator on public policy. He wrote this commentary for The Daily Star.
Source: Tadamon.ca
Sunday, June 20, 2010
Putz!
Wednesday, March 31, 2010
Settlement.org
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