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Thursday, March 31, 2016

Vancouver, Love It or Hate It

Acho que existem outras questões além da chuva conforme o link para o artigo. Não conheço outras cidades no Canadá portanto não posso dizer muito a respeito. How do you feel about it?

der doppelgänger

Jennifer Fox: Goodbye Vancouver, you should go and love yourself

I’ve been involved in an abusive relationship for the past eight years and I’m finally breaking free.
I fell in love with Vancouver back in the 1990s, when it was a city of SkullSkates and hippies. I moved here in 2009 before the glass-condo boom had really taken off.

Since then I’ve had lots of good reasons to break up with the city I once loved — precarious work, low wages, unaffordable housing, the city’s terrible dating scene and social isolation. But then again, it’s not uncommon for the abused to ignore the signs. We struggle until we can’t struggle anymore. And then we move.

Yes, I’m breaking up with you Vancouver and moving back to the east coast.

I feel exactly like Justin Bieber, “My mama don’t like you and she likes everyone. And I never like to admit that I was wrong. I’ve been so caught up in my job, I didn’t see what’s going on.”

True. I’ve been caught up in my job and believing that if I just worked a little harder things would get easier.

It’s time to admit that I was wrong. I have three university degrees, exceptional experience and a broad skill set, yet I’ve had to make do with five different contract positions over eight years.

Sure, I managed to pay rent on a 380-square-foot apartment and eat takeout sushi once in while, but I definitely haven’t saved for retirement or been able to afford to give birth yet. I’ve spent most of my 30s on the west coast (land of economic opportunities?) while I watched my friends on the east coast (with less education than me) buy four-bedroom houses and multiple cars.

Sure, they shovel snow, but they also run across the street to borrow sugar from the neighbours. They trade gardening tips with the elders living next door. Their children play in the backyard. They are happy and connected.

In Vancouver I’m lucky to get a hello in an elevator.

You’ve disappointed a lot of people, Vancouver, and the smart ones have already left. There has been a net loss of 25- to 44-year-olds from Vancouver in recent years — more than 1,000 of those folks every year since 2012.

Meanwhile, the poor ones can’t afford to leave — 31.5 per cent of single adults in Vancouver are living in poverty.

And the ones like me? Expect a Dear John letter from them soon, too, because they’re barely hanging on. Even high-profile tech companies like Hootsuite can no longer recruit qualified people.
So, goodbye, Vancouver. You have lost a politically engaged citizen and a Big Sisters volunteer. You have lost a social-justice advocate and a caring neighbour.

I’m leaving because I can’t afford to live here anymore. I can’t afford to pay rent and utilities that increase every year when my salary does not. I can’t afford to wait 23 years — the average time it takes to save for a down payment — for a home in this city.
I can’t afford to delay having children any longer. I can’t afford the time it takes me to commute or the extreme effort it takes to make friends in a city of growing isolation and disconnection.

And no, it’s not me. It’s you.

Your people and politicians have failed me. You can throw some blame on your older brother, the province, too.

All provincial parties have remained silent on plans to fix the broken housing market. B.C. now has the lowest minimum wage and highest child poverty rates in the country. That really makes those braggy “The Best Place on Earth” licence plates come alive!

But you’ve got lots to be proud of, after all. B.C.’s economy outpaced all other provinces this year. And with house prices accelerating 24.5 per cent last year, congratulations Vancouver, you are now the top-performing luxury real estate market in the world.

I can tell you’re delighted. You look in the mirror, fix your beautiful hair and call yourself one of the “most livable cities” on the planet — maybe even “The Greenest City.”

But those of us who are leaving know the truth. And in the wise words of the Biebs, “If you like the way you look that much, maybe you should go and love yourself.”

Jennifer Fox is a founding member of the Association for Generational Equity and co-ordinates Generation Squeeze social media activities at gensqueeze.ca. She’s moving to Halifax.

Monday, April 28, 2014

CNN's What Happened to Brazil

Claro que tirar 40 milhões da pobreza não é pouca coisa. Mas a chance de se criar fundações sólidas a longo prazo com investimentos em educação foi trocada por um populismo imediato e corrupto. Não quero me gabar de uma situação triste mas vejam o meu primeiro post do blog em 2008. Não precisa ser muito visionário, não é verdade? No pain, no gain....E digo novamente: toda unanimidade é absolutamente burra!


And now what?

Original link to CNN's article, here
der doppelgänger

Monday, April 30, 2012

Vancouver City - This is My Home, My Place


Segue o famoso post de um ano de Canadá. Ao invés de um post longo, vou apenas repetir um post antigo  que reflete bem o que eu e minha família hoje sentimos com a decisão que foi tomada em uma noite paulistana calorenta em Novembro de 2008, quando tudo parecia nebuloso e incerto. Ver de onde saímos, o que foi conquistado até agora e aguardar com paz de espírito o que o futuro nos reserva.

Agora apague as luzes, coloque o volume bem alto, selecione full screen e enjoy!

Oh, Providence you brought me here
I need you to embrace and hold me tight
Through days and nights Oh, memories
I am on a quest to find myself and precious love
Walking down your magic streets
Meeting twilight at the Bay
I feel like I belong in here
I breathe new hope you gave my life
Vancouver City

Oh, Providence you guide me through
I’ll face the trials while I’m seeking You
Through days and nights Oh, loneliness
Don’t touch my heart and mind
Don’t touch my heart and mind
Taking skytrain to the Quay
Walking under starlight dome
I feel like I belong in here
I breathe new hope. You’ve become my home
Vancouver City.
Vancouver City

der doppelgänger

Credits:
lyrics by: Serge Chubinsky Orlov
produced by: Serge Chubinsky Orlov
additional programming, mixed and mastered by: Igor Maximenko
vocals by: Linda Ganzini
© 2009 Serge Chubinsky Orlov www.innerlifeproject.com

Monday, May 30, 2011

It's Been A While

Image by JMV

O tempo passa muito rápido. Já faz mais de um mês que não posto nada. Muita coisa boa aconteceu nesse mês que se passou.
  • As crianças estão indo para a escola. Adoraram o primeiro dia de aula e já fizeram 3 melhores amigos cada.
  • O trabalho segue de vento em popa com muita coisa para fazer. 
  • Fiz o meu road test e consegui a minha full driver's licence (depois eu faço um post específico para isso). 
  • Estamos focados agora em procurar um lugar definitivo para ficar. Pagar aluguel caro e por tabela o mortgage dos outros é triste.
  • Passada a época de euforia de que supermercado é playground, já achamos os melhores locais para fazer groceries sem gastar os tubos.
  • Descobrimos também as promoções e sales. Roupas de marca para que?
  • Já nos adaptamos aos afazeres domésticos e ficamos nos perguntando, "Porque no Brasil não podia ser assim?"
  • Fizemos um leasing num carrinho para ter um meio de transporte e para também acelerar o nosso credit score.
  • Por tabela, descobrimos que o HSBC tem reportado o nosso credit score desde que abri a conta ainda no Brasil em 2010 e comecei a fazer os Global Transfers. Ou seja, não é lenda. Funciona sim.
  • Comprei uma bike para mim e para as crianças. Além de uma trail-a-bike para a menorzinha para podermos andar distâncias maiores por aí.
  • Preciso comprar um tapa-olhos para dormir. Aqui não tem essa de janela blackout porque as pessoas amam o sol e a claridade. Só que essa claridade aqui vai das 5 da manhã até umas 9:30 da noite por essa época do ano.
  • Redescobri o prazer de um passeio descompromissado e despreocupado pelo seawall. No melhor estilo dolce far niente.
  • Estou aprendendo a ficar menos paranoico com o "onde estão as crianças?". Além de estarem crescendo e adquirindo mais independência, os riscos são bem menores.
  • Peguei a Canuck fever. Assisti todos os jogos dos playoffs e agora que venha a Stanley Cup. Meu único problema é entender direto como funciona a blue line e o que é um icing call.
O fato é que aqui tudo é muito mais fácil, o que ajuda em muito a adaptação. É difícil sintetizar países, culturas em conceitos com poucas palavras, mas vou aqui tentar.

Creio que uma das grandes diferenças entre o Canadá e o Brasil é o conceito de confiança entre os indivíduos numa sociedade. Aqui no Canadá, primeiro confia-se para depois desconfiar caso o cidadão cometa algum ilícito. Já no Brasil, desconfia-se de tudo primeiro para só depois de muito custo, confiar.
Essa confiança é apoiada num judiciário rápido e acessível, o que garante os direitos dos cidadãos prejudicados. As pessoas sabem que serão certamente punidas caso façam algo errado e é então bem melhor simplesmente não fazer nada errado.
Já no Brasil esse judiciário rápido e acessível aos cidadãos só existe no papel e na retórica. Como todos sabem que estão muito longe do alcance do braço da lei, nutre-se o conceito do jeitinho e da impunidade certa. Como a confiança inexiste e todos sabem que os seus direitos não serão resguardados pelo judiciário, por isso temos cartórios, carimbos, protocolos, burocracias infinitas. Isso cria uma ineficiência gigantesca e absolutamente desnecessária em todos os aspectos de nossa vida diária. Basta refletir. O pior é que só percebemos isso quando olhamos de fora.
Mas o pior é quando as pessoas se iludem dizendo que a burocracia é que é o problema. Ou que a ineficiência é que é o problema. Ou que o Custo Brasil é que é o problema. Tudo o que eu mencionei até agora são reflexos e consequências. O causador disso tudo é uma sociedade falida onde a confiança não existe entre os indivíduos e a justiça não resguarda os direitos dos cidadãos.

Foi por isso que eu mudei.

der doppelgänger

Friday, April 15, 2011

Peace Of Mind

(Foto: Cherry Blossom na 59th St, Vancouver, B.C.)

Bem, finalmente chegamos ao nosso destino. Destino esse que não é o ponto de chegada e sim o de partida. Quem já fez esse caminho entende bem do que estou falando. Quem ainda está fazendo, recomendo paciência e perseverança na jornada pois tudo tem o seu tempo e o resultado é compensador.

Chegamos numa tarde fria e úmida com muitas caixas, malas e esperanças na bagagem. Me perguntam, "quanto tempo voces pretendem ficar lá?". Minha resposta: "Não temos planos para voltar.". "Qual é o plano a partir de agora?". O plano a partir de agora é viver um dia de cada vez, apreciando cada momento junto de quem amamos. "Poxa, mas por que voce não apreciava isso no Brasil? Voce então não era feliz antes?". Claro que era feliz. A diferença é que antes essa felicidade tinha que competir com outras preocupações e angústias dentro da minha cabeça. Preocupações e angústias essas que não deixaram de existir, mas que agora ocupam um espaço infinitamente menor.

der doppelgänger

Sunday, February 13, 2011

Tempo Rei

Post filosófico de Domingo...

Essa música me lembrou o tempo gasto (e absolutamente necessário) da espera pelo visto. Tempo esse que me fez refletir e amadurecer em preparação à viagem (jornada). Se o seu processo está demorando, pense que nada nessa vida é por acaso e tudo tem um propósito e uma razão.

Depois continuo minhas postagens da viagem. For now, sit back, relax and enjoy.


Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Em todos os sentidos...

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...(2x)


Monday, September 27, 2010

A ERA DO GELO: 4 anos no Canadá - parte II

A ERA DO GELO: 4 anos no Canadá - parte II

Adorei essa frase do blog da Paula, "A Era do Gelo".

"Frio? Idioma? Comida? Distância da família? Lembro-me como se fosse ontem quando cada um que sabia do que estávamos prestes a fazer me perguntava. Imagina! Quatro anos depois, sei que frio se aquece, idioma se estuda, comida se adapta e distância se encurta com imaginação, carinho no coração e com a ajuda do skype e do avião de vez em quando é claro. Isso tudo é o de menos. O negócio é que a experiência de expatriado é tão profunda que altera sua alma, seus valores, seus conceitos. Inquieta eu diria."

Bem adequada, eu diria.

Der Doppelgänger

Sunday, September 26, 2010

Möbius Strip

Razão: "The Möbius strip was invented by August Ferdinand Möbius, a German mathematician. It is a continuous, one-sided structure formed by twisting one end of a rectangular strip 180º and attaching it to the other end. If it can be imagined that the material from which the strip is formed exists in two dimensions only, then the Möbius strip exists within the limitations of two and three dimensions simultaneously (being that it has, technicaly, only one side)."

A maioria dos blogs masculinos de quem vai ou já foi para o Canadá trata dos aspectos mais práticos do dia-a-dia e das tecnicalidades do processo imigratório. Já os blogs femininos tratam de emoções e sentimentos de quem já foi ou está indo. E isso nada mais é do que a própria representação da maravilhosa natureza humana.

Agora que está tudo para 'acontecer', fico pensando sobre o futuro. Dedico umas boas horas do dia lendo e coletando informações para que o plano seja executado sem problemas (blogueiro masculino). Tenho esposa e dois filhos maravilhosos. Um menino de 9 anos e uma menina de 7 que estão iniciando suas vidas agora. E quero que realmente tudo dê certo. Tudo dará certo.

Mas seja o blogueiro masculino ou feminino, sempre existirão coisas que podemos controlar (finanças, despesas, documentos, etc). e coisas as quais não temos controle (emoções, expectativas, pensamentos, etc.).

O fato é que eu encaro a ida para o Canadá não como um objetivo em si, mas apenas o 'início'. 'Novo' início para mim e minha esposa. O início da vida para os meus filhos.

Porém quem muda de país pensando que isso por si só vai resolver os problemas, acaba se enganando. E é aí que começam as frustrações. Olha-se para trás e percebe-se que os 1000 dias de trâmite processual no fundo foi a parte mais fácil para quem conseguiu o seu visto. O difícil é sair do saguão da alfândega em um outro país e pensar que tudo recomeça a partir daquele momento.

Então só para resumir esse post emocional meio sem pé nem cabeça de um Domingão chuvoso em Sampa: O que eu quero é um lugar com menos violência, mais cidadania, mais respeito, mais coletividade. Um lugar onde minha família possa crescer unida e feliz. Um 'início'. E esse lugar, hoje, é o Canadá.

Der Doppelgänger

Emoção: "The Möbius Strip is an expression of non-duality. It reveals the Unity of all polarities, creating a state of Oneness, joining the whole and the part, the masculine and the feminine, expansion and contraction, spirit and matter, etc. Everything is One and nothing can be separated from anything else. All is completely intertwined, infinitely. The Mobius Strip is a spiritually significant symbol of balance and union. (Yoga=Union) The Buddhist philosophy of Tantrism also is expressed by the Mobius Strip shape. "Tantra" is continuity; the word derived from the root 'tan', meaning to extend... extend continuously, to flow, to weave. The continuum is descriptive of the Nature of Reality, by contemporary physicist David Bohm..."a single unbroken wholeness in flowing movement.""

Editorial da Folha de S.Paulo: ‘Todo poder tem limite’



"Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem, em especial, os acertos do atual chefe do Estado.
Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes. A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas. O direito de inquirir, duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras.
Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo"

Medo, muito medo. Daí portanto, o subtítulo do blog onde me refiro à possível e deletéria unanimidade ao culto da personalidade.

Der Doppelgänger

Thursday, August 26, 2010

Jobs

Agora que a coisa começa de verdade né? Queria fazer um relato aqui sobre oportunidades de trabalho e um email que troquei com uma recrutadora profissional na área de tecnologia no Canadá:

Q.: "Consider two professionals, with very similar professional backgrounds and skills but there's only one available position for hiring. Both professionals are legally authorized to work in Canada however one lives in Canada, the other doesn't. Given these variables, statistically speaking who has more probability to get the position in the end?"

A.: "I can not be sure what the answer is to this question as it will vary depending on the company. But if I were betting on this scenario I would assume 9.5/10 times the local candidate will always be chosen. Companies do not like to take on risk and having someone come from outside the local area always presents a risk for companies."

E agora José? Sabático na cabeça?

Alguém tem alguma opinião à respeito?

Monday, January 25, 2010

Ok, so now what?

Ok, ok. E agora? O que fazer?

O motivo da minha pergunta é que chegaram os papéis de solicitação dos exames médicos. Após uma longa e tenebrosa espera de mais de dois anos, chegaram os tais papéis.

A pergunta acima reflete uma coisa de maneira muito inequívoca. Dois anos é tempo para caráleo. É e ao mesmo tempo não é. Muita coisa pode acontecer na vida de uma pessoa e foi o meu caso. Ao final de 2007 eu estava quase para ficar desempregado e o caminho "para fora do Brasil" era muito natural para mim e para minha família. O fato é que só fiquei desempregado no começo de 2009 e arrumei um puta emprego logo na seqüência.

E agora? Largar tudo?

Quando o futuro não parecia tão brilhante assim, era fácil decidir. Agora a coisa já não é tão fácil assim.

Olhando lá de trás, dois anos pareciam uma eternidade. Ainda mais com a mudança nas regras de imigração ocorridas no início de 2009. Mas agora, olhando para trás, dois anos se passaram muito rápido. Um verdadeiro paradoxo.

Vou seguir com a papelada e ver no que dá. Com sorte, eu consigo postergar o processo (olha que absurdo!!!!!!!!!!) por mais uns 17 meses. Com sorte, uns 22, 24 meses (2 meses exames médicos, 3 meses passaporte carimbado, 12 meses para entrar no Canadá).

Vamos ver no que dá.......assim como passou água por baixo da ponte e muita coisa mudou, muita coisa ainda pode mudar (e com certeza mudará) nos próximos 18 meses.

Thursday, October 29, 2009

O Afeganistão É Aqui

Afeganistão aqui no Brasil? Como assim? Bem, descobri hoje que muito pouco nos separa do Afeganistão. Mas muito pouco mesmo. Afeganistão, país afastado no meio do nada e que só se ouve falar por causa de carros-bomba e gente morrendo no meio da rua sem razão. Alguém poderia indagar "Ah...é por causa da violência.". Violência hoje que se banalizou e já não nos espanta ou nos assusta mais.

Mas parecemos com o Afeganistão dos Talebans não por causa disso. Mas sim por causa de um episódio ocorrido na Uniban de São Bernardo do Campo, no dia 22. Vi no blog Boteco Sujo e no Vírgula News.

Aparentemente, o fato de uma universitária ter ido ao campus de minissaia, causou um mega-tumulto na população masculina. A coitada teve que ser removida do campus escoltada pela PM e sob o coro de "puta, puta". O secretário-geral (???) da universidade me sai com as seguintes pérolas:

"A aluna veio trajada de uma determinada forma e isso provocou os alunos”, declarou o secretário ao Virgula. Perguntado se a Uniban acha que isso justifica a agressão à aluna, o secretário foi contraditório. Inicialmente disse que “ela deu causa, ela deu motivos”, mas logo em seguida amenizou: “Também não era motivo para tanto alvoroço”."

O Boteco Sujo também falou com um (des)estudante da universidade que me saiu com mais essas outras pérolas:

"Uma fala do aluno com quem conversei resume o clima daquele ambiente universitário:
— Eles estavam errados em querer estuprar a mina, mas ela provocou, né, véio?
Então...Então?
— Então talvez ela merecesse."

Só faltou a PM bater na moça por desacato generalizado ao pudor físico, moral, mental e transcendental.

Então a solução para isso é: burqa para todas as mulheres. Assim elas esconderão todas as suas partes pudendas (dedinho do pé, por exemplo) a situação descrita acima nunca mais irá ocorrer. Se a estória acima tivesse ocorrido no Afeganistão, confesso que não ficaria surpreso. Mas aconteceu aqui, em São Bernardo do Campo, numa universidade.

Isso só mostra uma coisa. Esse pessoal que está nessa dita (des)universidade, formará a elite desse país (estatisticamente falando, claro) em uns 10 ou 15 anos. Ou seja, a minha geração que já estava bem longe de usufruir de algum benefício de uma sociedade mais justa, agora está mais fodida ainda. A geração dos meus filhos também. Talvez os meus netos tenham uma chance um pouco melhor......ou abandono tudo isso e recomeço minha vida num lugar onde pelo menos os meus filhos possam construir algo sem ter que se preocupar com burqas.

Tuesday, October 27, 2009

Reflexões


O meu processo já já vai completar dois anos. Creio que no primeiro semestre de 2010 seremos chamados para os exames médicos e emissão dos vistos. Notaram a minha alegria?

A pergunta é: e depois?

O fato é que as premissas iniciais que me levaram a iniciar o processo se mantêm. O plano para chegar lá é que mudou um pouco.

A economia brasileira está melhorando a cada dia. Ainda mais com a estória de Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016. Tenho esperanças que em 10 anos, o Brasil será um país um pouco melhor para se morar.

Também saí do meu antigo emprego em Janeiro e logo consegui um outro muito bom onde tenho chances concretas de crescer e me desenvolver profissionalmente. Isso faz com que eu pense um pouco se realmente vale a pena parar tudo e recomeçar tudo de novo.

Mas uma coisa não me sai da cabeça. Apesar do desenvolvimento econômico, as iniciativas e investimentos em educação são absolutamente pífios. O que isso significa para mim é que teremos muito dinheiro em circulação, muitos investimentos serão feitos mas muito disso será desviado para financiar a corrupção. E não será um crescimento sustentado por um povo educado.

Outra coisa que não muda são os políticos. Eu não me sinto representado por esses que estão aí. Ou seja, cidadania é uma coisa inexistente. E isso não é algo que uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada irão resolver.

Portanto, o negócio é ir embora mesmo.

Creio que terei ao menos 12 meses depois da emissão do visto e primeira entrada para tomar a decisão de imigrar ou não.

Nesse meio tempo, tenho planos de fazer uma viagem de reconhecimento com a família em Julho do ano que vem para preparar os espíritos para uma potencial mudança.

Dá um frio na barriga....

Alguém tem algo a compartilhar nesse sentido?

Sunday, July 26, 2009

NotCanada.com

Bem, já estou (estamos) nessa jornada a quase dois anos desde o application. Creio que no final deste ano ou no começo do ano que vem eu já devo receber o visto. Durante esse tempo, muita coisa aconteceu e mudou. Li bastante e refleti muito. Assim que receber o visto, terei um ano para tomar uma decisão que vai mudar a minha vida e da minha família.

Creio que o sonho de todos se divide basicamente em duas partes. A primeira é o de procurar uma nova vida, novas oportunidades e a chance de recomeçar do zero. A segunda parte desse sonho é o de deixar para trás frustrações da vida, um sistema social injusto que não premia o mérito, a violência, etc.

O Canadá é a opção natural para muitos pois está próximo dos EEUUAA com todas as suas facilidades, porém tem uma cultura mais européia, mais próxima da nossa. Não é tão cara e xenofóbica quanto a Europa.

Mas existe o outro lado (sempre existe) das pessoas que foram e quebraram a cara (e as economias). Todos os blogs que leio são de incentivo e quão bonito é o Canadá. Eu não quero rain in nobody's parade mas é sempre bom refletir com outros olhos, até para que possamos tomar decisões mais inteligentes. Segue um blog que achei na internets e que mostra um pouco desse outro lado.

Vamos lá, colocar a cabeça para pensar.

NotCanada.com


der doppelgänger

Monday, May 25, 2009

Urban scrawl: An Indian gives up on life in Toronto

Posted: May 25, 2009, 11:47 AM by Rob Roberts
By Natalie Alcoba, National Post

I met Prabhaker on an airport shuttle in south India, two years after he packed his bags in Toronto and moved back home.

He asked me where I was from, and when I told him he took out his own Canadian passport: "I lived there for five years with my family."

The bus broke down and we ended up sharing a taxi to the airport. It was a long way, plenty of time to get a taste of that quintessential immigrant experience -- the one Canadian embassies fail to mention when they welcome hopeful families from around the world.

Prabhaker, who has asked that his last name not be used in this story, was making a decent living in Hyderabad when he applied to come to Canada. He thought it could be a better place to raise a family. Cleaner. Less pollution.

He has a master's in international trade from the United States and, after an exhaustive selection process with the Canadian embassy that lasted three years, was sure he was headed to a place of opportunities when he moved his wife and two children to Toronto in 2001.

It did not turn out that way. He was 37. The job he got at the call centre was hardly enough to make ends meet, and he had to moonlight as a gas station attendant.

Things improved when he started working for a Canadian bank, but a salary shy of $40,000 meant he still had to hold two jobs.

The family lived in a small apartment by Queen and Lansdowne and eventually rented out part of a house in midtown.

He faced that familiar challenge -- you need Canadian experience to advance in our system, and you need someone to give you a chance. He found that employers were not so keen to hire an outsider.

He said the same would happen in India, where caste divisions continue to limit people's professional ascent. People are more comfortable with their own, he said.

"My vicious cycle of employment continued for another four years," Prabhaker told me later in an e-mail.

"I finally found myself at the dead end of the tunnel. While many Asians like me wait to take up citizenship and move south to U. S. A., due to my own personal choice and constraints I opted to return to India.

"Some live hoping that lives of their children will be of roses; I don't know how?"

A 2006 Statistics Canada study showed that about a third of Canadian immigrants return to their native country within 20 years, more than half of those within the first year of arriving. The report focused on men between the ages of 25 and 45 and found higher emigration rates among those who had been admitted to Canada as a skilled worker or under the business category.

Prabhaker told me in the cab, and then reiterated in his e-mail, that he believes the Canadian immigration system should first look at the status of immigrants who are already in big cities before opening its doors to more newcomers.

"What is the purpose of this three-year evaluation if all we end up is serving another cup of hot coffee in Tim Hortons or filling washing liquid in your neighbourhood gas station. How far does this money take an immigrant family?"

He referenced National Post editor at large Diane Francis who, in her book Immigration - The Economic Case, he said "illustrated beyond any doubt consequences of such careless immigration just to fill the quota of annual immigration policy."

Two years ago, Prabhaker reached out to his former employer in India and arranged for "more dignified" work as an international sales manager.

"The probability of making it big in Canada is the same as making it big here," he says.

Now he owns his own home in Hyderabad, gets to travel abroad for his job. His wife does not need to work. The move has been a good one.

"But, I miss things about Toronto." The Don Valley Parkway's display of brilliant colours in the fall. The Toronto Zoo. His long walks along the harbourfront, and the ferry ride to Centre Island.

He could hardly contain his excitement when on a recent business trip to the United States he spotted a Tim Hortons (although the small coffee he usually had turned into a medium because, well, that is what a small looks like in America). He was as addicted to Timmy's as he was to the Royal Canadian Air Farce; never missed a Friday episode.

"You're more Canadian than me!" I laughed in the cab. He laughed, too.

He spoke fondly of Jean Chrétien. They share a birthday.

There are less fond memories, too. Like the time he tried to buy something at Zellers, just as the cashier turned off her light and told him her aisle was closed. After he left he saw her turn the light back on and serve another customer.

But those experiences were few and far between, he said; he cherishes Canada. "No hard feelings. This is where we belong."

Saturday, March 28, 2009

Busy

Tenho estado extremely busy no meu new job (o que é bom). Desculpem-me pela falta de posts.

der doppelgänger

Monday, February 23, 2009

Vicious Circle

Segue mais uma daquelas reportagens esclarecedoras. Eu sei que tem muita gente que detesta a revista Veja sei lá por quais motivos. O fato é que tais motivos não me interessam. O importante é saber discernir, correto?

Então segue aqui mais uma reportagem da série "Reflexões", apresentando uma visão sobre o problema da educação no Brasil. E um dos motivos que faz correr para a fila do visto.

- - - - - - - - - - - - - - - - - -
"...
Fábrica de maus professores


Uma das maiores especialistas em ensino superior
brasileiro, a antropóloga não tem dúvida: os cursos
de pedagogia perpetuam o péssimo ensino nas escolas

Monica Weinberg
Edu Lopes

"Os cursos de pedagogia desprezam a prática da sala de aula e supervalorizam teorias supostamente mais nobres. Os alunos saem de lá sem saber ensinar"

Hoje há poucos estudiosos empenhados em produzir pesquisa de bom nível sobre a universidade brasileira. Entre eles, a antropóloga Eunice Durham, 75 anos, vinte dos quais dedicados ao tema, tem o mérito de tratar do assunto com rara objetividade. Seu trabalho representa um avanço, também, porque mostra, com clareza, como as universidades têm relação direta com a má qualidade do ensino oferecido nas escolas do país. Ela diz: "Os cursos de pedagogia são incapazes de formar bons professores". Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo Fernando Henrique, Eunice é do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, da Universidade de São Paulo – onde ingressou como professora há cinqüenta anos.

Sua pesquisa mostra que as faculdades de pedagogia estão na raiz do mau ensino nas escolas brasileiras. Como?
As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Chegam aos cursos de pedagogia com deficiências pedestres e saem de lá sem ter se livrado delas. Minha pesquisa aponta as causas. A primeira, sem dúvida, é a mentalidade da universidade, que supervaloriza a teoria e menospreza a prática. Segundo essa corrente acadêmica em vigor, o trabalho concreto em sala de aula é inferior a reflexões supostamente mais nobres.

Essa filosofia é assumida abertamente pelas faculdades de pedagogia?
O objetivo declarado dos cursos é ensinar os candidatos a professor a aplicar conhecimentos filosóficos, antropológicos, históricos e econômicos à educação. Pretensão alheia às necessidades reais das escolas – e absurda diante de estudantes universitários tão pouco escolarizados.

O que, exatamente, se ensina aos futuros professores?
Fiz uma análise detalhada das diretrizes oficiais para os cursos de pedagogia. Ali é possível constatar, com números, o que já se observa na prática. Entre catorze artigos, catorze parágrafos e 38 incisos, apenas dois itens se referem ao trabalho do professor em sala de aula. Esse parece um assunto secundário, menos relevante do que a ideologia atrasada que domina as faculdades de pedagogia.
..."

Leia a reportagem completa, aqui.

Tuesday, February 17, 2009

Well well well....

Who could tell? After being laid off in January, I got myself a new job in Brazil. I just received an offer letter which I quickly signed off and sent back.

Since my plans are still to go to Canada, it will be a good opportunity to allow the economic crisis to go away while we wait for the Visa.

In the meantime, I'm praying to Saint Mary John to expedite things (pero no mucho) on her side...